Tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras; sou irritável e piro facilmente; também sou muito calma e perdôo logo; não esqueço nunca; mas há poucas coisas de que eu me lembre; sou paciente, mas profundamente colérica, como a maioria dos pacientes; as pessoas nunca me irritam mesmo, certamente porque eu as perdôo de antemão; gosto muito das pessoas por egoísmo: é que elas se parecem no fundo comigo; nunca esqueço uma ofensa, o que é uma verdade, mas como pode ser verdade, se as ofensas saem de minha cabeça como se nunca nela tivessem entrando? Tenho uma paz profunda, somente porque ela é profunda e não pode ser sequer atingida por mim mesmo; se fosse alcançável por mim, eu não teria um minuto de paz; quanto a minha paz superficial, ela é uma alusão à verdadeira paz; outra coisa que esqueci é que há outra alusão em mim - a do mundo grande e aberto; apesar do meu ar duro, sou cheia de muito amor e é isso o que certamente me dá uma grandeza...
Clarice Lispector
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Sou apaixonada por sorrisos, por pessoas. Sinto saudades de coisas que não vivi. Choro de tanto rir. Me mato de tanta curiosidade. Abandono coisas ruins. Mudo só se for para melhor. Cuido do que amo. Faço shows durante o banho. Planejo conversas que nunca serão ditas.
Me imagino em filmes. Imagino situações que me trazem facilmente um belo sorriso no rosto.
As vezes sou muito direta e assusto. Sou indecisa e determinda.
Estranho não é? Vivo me contradizendo… Mudo tantas coisas, menos o meu caráter.
Mas quer saber de uma coisa?
Eu sou feliz assim.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
São seus olhos...
Há muito tempo eu não sei o que é acordar e não pensar primeiro em você.Não sei mais o que é viver sem nossas brincadeiras, sem nossas fugidas, sem a gente. Eu não consigo nem imaginar um dia-a-dia que você não faça parte. Não sei viver sem nossas longas conversas, sem nossas risadas e até nossas brigas me fariam falta. Eu me acostumei tanto com a sua presença, me apeguei à você de uma maneira que não imaginava que fosse possível. Hoje você é um pouco do meu tudo, você faz parte de mim. Eu não consigo mais viver sem você, eu não quero viver sem você.
Eu entro nesse barco é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.
Caio Fernando Abreu.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Decifra-me quem tiver coragem, e quem conseguir.
Ela dá importância quando falam coisas que a machucam. Ela guarda as memórias, as palavras, as lembranças. Mesmo nem sempre demonstrando, ela tem um coração enorme, igual ao de mãe. Ela ama aconselhar, mas quase nunca segue seus conselhos. Ela gosta de ser o comando da situação. Ela gosta de estar certa. Pode até ser orgulhosa, mas ela quase sempre dá o braço a torcer por quem ela ama. Ela tem medo de se iludir, de quebrar a cara, de se machucar, mas ela sempre acaba fazendo tudo isso. Quando ela ama, ela ama de verdade. De corpo, de alma, de coração. Não consegue ficar longe dos amigos. Ela tem as melhores amizades do mundo. Ela chora, mas esconde tudo com um sorriso. Ela ama rir, ama fazer as pessoas rirem. E mesmo quando ela é grossa, ela consegue reverter a situação e ser gentil. Ela não é perfeita, e nem tenta ser. Ela é apenas o que ela é. Tem muito a perder, e muito a ganhar. Ela sabe disso. Ela chora quieta, com os joelhos no peito. Ela ri até seu riso contornar sua cara. Ela canta mesmo sabendo que não está cantando bem. Ela se esconde ao meio de entrelinhas, e só quem a conhece, consegue decifrá-las. Ela tem um mundo inteiro dentro de si. Ela é sonhadora, pensativa, e acima de tudo: ela tem fé. Ela acredita, ela corre atrás, ela vai em frente, ela empina o nariz e corre à luta. E mesmo que ela caia, ela levanta. Coloca um curativo, e segue em frente. Ela ama se definir, mesmo sabendo que nada será suficiente. Mas realmente, tentar entendê-la, não te levará a lugar nenhum. Ela é simplesmente eu. E tudo o que ela têm, são as verdades que estão em mim. Decifra-me quem tiver coragem, e quem conseguir. "
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Fingir que está tudo bem, os olhos borrados, o canto da boca levemente mordido na tentativa de matar a vontade que grita, que arde. Fingir que está tudo bem enquanto o telefone não toca, a vida não gira. Fingir que está tudo bem, o coração a tilintar feito pequenos cristaizinhos pulando no chão.
Odeio amar, não é engraçado? Amanhã tento de novo. Amar só é bom se doer. Desculpe tanta sede, tanta insatisfação. Amanhã, amanhã, recomeço. Te espero. Te Beijo.
Odeio amar, não é engraçado? Amanhã tento de novo. Amar só é bom se doer. Desculpe tanta sede, tanta insatisfação. Amanhã, amanhã, recomeço. Te espero. Te Beijo.
terça-feira, 26 de julho de 2011
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